• Dra. Claudia Neurologista

Esclerose Múltipla: Tem como evitar?


O Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla foi criado pela Lei Federal nº 11.303, sendo CELEBRADO EM 30 DE AGOSTO, para dar mais visibilidade à doença, informar a população e alertar para a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado.


Cerca de 35 mil brasileiros convivem com a Esclerose Múltipla e, para assegurar os

direitos dos pacientes, o Senado já aprovou diversos projetos e criou uma subcomissão de doenças raras, que trabalha em conjunto com entidades e autoridades para mudar a legislação, reforçar o orçamento do SUS e permitir o acesso às terapias e remédios pelo Sistema Único de Saúde.


A Esclerose Múltipla é uma das doenças neurológicas mais comuns em adultos jovens, com incidência entre 15 a 50 anos de idade.


Foi descrita inicialmente em 1868 pelo neurologista francês Jean Charcot, que a chamou de Esclerose em Placas.


É uma doença crônica que contribui para uma deficiência neurológica e, a longo prazo, para a invalidez.


Nesta enfermidade, surgem placas inflamatórias que destroem a camada que recobre e isola as fibras nervosas (camada de mielina) do Sistema Nervoso Central.


A Esclerose Múltipla não tem cura e pode se manifestar por diversos sintomas, como por exemplo: fadiga intensa, depressão, fraqueza muscular, alteração do equilíbrio da coordenação motora, dores articulares e disfunção intestinal e da bexiga.

MAS, É POSSÍVEL EVITAR A ESCLEROSE MÚLTIPLA?


Apesar de mais de 100 genes terem sido implicados na EM, há evidências convincentes de que fatores ambientais desempenham um papel importante na determinação do risco para desenvolver a esclerose múltipla, principalmente: insuficiência do hormônio vitamina D, obesidade, tabagismo e infecção pelo vírus Epstein-Barr.


Estudos provaram que indivíduos que se expõem mais ao sol no início e ao longo da vida têm menores chances de desenvolver esclerose múltipla.


Os resultados dos estudos epidemiológicos apontam para um papel protetor do hormônio vitamina D na redução do risco de esclerose múltipla, especialmente na infância e adolescência.


A Esclerose Múltipla é extremamente mais frequente em pessoas de pele clara/caucasiana.

Obesidade no início da vida (desde a infância até os 20 anos) hoje é tida como outro fator de risco ambiental modificável, dobrando o risco para desenvolver esclerose múltipla.


Os fumantes têm um risco maior de esclerose múltipla do que não fumantes e o risco aumenta com o tempo de exposição e número de maços fumados.


A cessação do tabagismo pode contribuir para evitarmos um número substancial de casos.

E isso seria ainda mais importante para pessoas com um familiar acometido.


O Vírus Epstein-Barr (EBV) é um dos vírus mais comuns em humanos, cuja infecção ocorre principalmente pela transferência oral de saliva.


Infelizmente, ainda não dispomos de uma vacina eficaz contra o EBV. Deve-se – durante esta infecção - checar e corrigir os níveis de vitamina D, principalmente em quem

tem algum familiar acometido.


O dia 30 de agosto é uma data de extrema importância para os pacientes de EM e seus familiares, representando uma conquista fundamental na luta pela divulgação e reconhecimento da doença no cenário nacional.


Ainda não há como modificar os riscos genéticos, mas já se conhecem os fatores de risco ambientais que devem ser evitados, principalmente por quem tem algum familiar com esta doença.


Na dúvida: procure sua Neurologista!



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Dra. Claudia Soares Alves

Médica Neurologista

CRM GO 12452  |  CRM MG 41000

RQE 7919 e 6115


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