• Dra. Claudia Neurologista

“Quando nos tornamos mães dos nossos pais”: Cuidadores de familiares com Alzheimer


A doença de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa, onde ocorre a morte progressiva das células nervosas, isso faz com que haja diminuição progressiva do volume cerebral, chamada de atrofia, e surgimento de sintomas associados a perda dos neurônios.


No Brasil, conforme estimativas para 2020, a expectativa de vida ultrapassará os setenta e cinco anos, chegando a 15% da população.


Nesse contexto, o Brasil será o sexto país no mundo com pessoas idosas, existindo uma expectativa de aumento de doenças crônico-degenerativas, dentre elas o Alzheimer.


Com a perda da capacidade de realização e a configuração de um quadro de incapacitação, a Doença de Alzheimer exige a presença de cuidadores de maneira progressiva.


Diante dessas estimativas e do quadro de Alzheimer surge o papel do cuidador, forjado subjetivamente na medida em que aparecem as dificuldades cotidianas de uma nova realidade, exigindo a tomada de decisões e a incorporação de atividades que passam a ser de sua inteira responsabilidade.


Idoso com dificuldade em recordar

O paciente acometido pela DA, apresenta imensa dificuldade em recordar, solucionar, atuar e nutrir-se, até alcançar o ponto de vegetação.


Definida também como uma doença heterogênea nos seus aspectos etiológicos e neuropatológicos, é a mais habitual dentre o grupo das demências, tendo como primeiro sinal a perda de memória, sendo muito confundida com o curso normal do envelhecimento.


Alguns dos primeiros sinais da doença de Alzheimer incluem lapsos de memória e problemas em encontrar as palavras certas, por isso é importante observar o comportamento porque muitas das vezes esses sintomas podem ser confundidos com o curso normal do envelhecimento.


Verificamos então que é de suma importância a presença de um cuidador ao paciente com Doença de Alzheimer, levando em consideração os riscos que esse paciente apresenta.


Nesse contexto fica claro que muitas das vezes vamos nos tornar mãe de nossos pais, auxiliando na qualidade de vida do paciente e levando cuidado no que for preciso, é importante ainda evitar mudanças bruscas de ambiente, pois podem gerar confusão, agitação e alterações comportamentais, manter os medicamentos ou substancias potencialmente perigosas fora do alcance dos pacientes, estabelecer rotinas para o paciente alimentar e dormir.


É de grande valia também avaliar sinais e sintomas desse paciente para se obter um diagnóstico correto.


“Cuidado e atenção são virtudes que duram para sempre.”



Dra. Claudia Soares Alves

Médica Neurologista

CRM GO 12452  |  CRM MG 41000

RQE 7919 e 6115



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